Tuesday, November 27, 2007
Monday, November 19, 2007
Can't Buy Me Love
É claro que só os ricos é que se podem dar ao luxo do "amor e uma cabana". É privilégio deles. Para os demais, há que tomar em conta a praticabilidade, as considerações práticas do amor. Estas são apenas duas ou três questões a que temos de responder. Mais do que isso e passamos a ser racionais o que, convenhamos, só atrapalha.
Por isso é que fico espantado por ver que até já há gestores de marketing que se comprometem a melhorar os relacionamentos através de técnicas de...marketing, propondo para isso ideias para a "venda do seu produto", como revitalizar o mesmo, fazer uma análise de fraquezas e forças (o que em muitos se revela como fraqueza- o que eu sinto depois de força- sentir o teu gancho direito), tornando assim toda uma relação muito mais cheia de "glamour", de acordo com os ner...gestores.
"Contentamento descontente"? Análise SWOT ao coração (?!). Até a linguagem se parece com a do Admirável Mundo Novo.
Devem ser reflexos da sociedade de consumo, na qual tudo tem preço, custo e é optimizável. Nada contra, enquanto a cabeça for usada para fazer contas e conversas sociais, está tudo muito certo. O caldo está entornado quando é preciso sentir. Ela não pode, não consegue. É o princípio da especialidade que, azar dos azares, está em crise.
Já eu basto-me com a praticabilidade das perguntas que o burro coloca no final do filme (You love this woman don't ya? Do you wanna hold her? Please her?). Houvesse mais burros destes e o o mundo era um lugar melhor.
No fundo é simples e por isso é que é tão complicado.
Thursday, November 15, 2007
"Estamos num país que vive numa ditadura"
Eis como a opinião de um ilustre desconhecido pode despoletar uma incursão sobre o estado da Nação.
De um ponto de vista meramente enciclopedista, a afirmação é de refutar. Nestas coisas é sempre bom consultar o dicionário como meio de fundamentar juízos. Um clique na Wikipédia, et voilá: “regime político autoritário em que os poderes legislativo, executivo e judiciário estão nas mãos de uma única pessoa ou grupo de pessoas, que exerce o poder de maneira absoluta sobre o povo”. Reafirma-se a discordância.
Concluo, provisoriamente, que não é por aqui que o gato vai às filhoses, por mais largas que sejam as mãos do Sr Primeiro Ministro. O estado das coisas já não é este: formalmente há 33 anos, materialmente há bem menos!
De todo o modo, e encerrando as palavras mais do que o seu sentido literal, pensei de seguida que podíamos estar perante uma ditadura em sentido metafórico. A conclusão foi forçosamente a mesma, quanto muito podíamos tentar a personificação, mas não a metáfora.
Existem democracias mais ou menos (im)perfeitas, mas sugiro que não as tratemos como ditaduras, mais ou menos avançadas. Para todos os efeitos, o 25 de Abril foi o “point of no return”: a partir daí é legítimo expor todos os podres da democracia, trazer à colação todas as suas virtudes e assumir as suas imperfeições. Mas não é nem construtivo, nem democrático, despromovê-la, espetar-lhe uma faca e anunciar que morreu. É obviamente falso e demagógico, dito com o vazio intuito de fazer crer na ressurreição dos restos mortais do Estado Novo.
Aderindo à moda das classificações, podemos atribuir um mísero 10 à nossa democracia, mas não é, de todo, pedagógico usar a bitola ditatorial.
Que dizer então quando uma auto-denominada democracia é um lobo com pele de cordeiro? Obviamente que a receita para um país democrático não se basta com uma Constituição e meia dúzia de leis, e é também certo que no mapa-mundo abundam líderes com rasgos de despotismo, variando entre atitudes ostensivas e dissimuladas.
Aceitando estes condicionalismos, deverá vingar o optimismo de que qualquer democracia, por mais incipiente, frágil e recente, tem nas mais experientes algum auxílio. Estas, não sendo paradigmas nem autoridades morais, têm sempre qualquer coisa a ensinar, com as conquistas, mas sobretudo com os inúmeros tropeções.
Devemos deixar-nos de regressos ao passado, sob pena de parecem saudosismo.
In dubio, pro democracia.
Thursday, November 8, 2007
Tuesday, October 23, 2007
Bicarbonato de soda
Por mim, prefiro os humoristas.
Já está na hora de acabarmos com a discussão sobre o meio-vazio ou meio-cheio que está o copo com água! É beber o copo e acaba-se com a dúvida! Ou se tem sede ou não se tem, e se não se tem que nos importa o copo?! Mas, se se tem sede, então é beber até à última gota para que não levantem objecções!
Ao fim e ao cabo é só um copo...
Wednesday, October 17, 2007
Thursday, September 20, 2007
Five to One
"The old get old
And the young get stronger
May take a week
And it may take longer
They got the guns
But we got the numbers
Gonna win, yeah
We're takin' over
Come on!"
É esta a maior democracia do Mundo... Um lugar onde se sentem no direito de tirar a vida a uma pessoa, "terroristas" absolvidos pelos tribunais americanos são mandados de volta para Guantánamo e onde perguntas incómodas são respondidas com um taser para aclarar as ideias.
Da próxima vez que afirmarem que determinado país não respeita os direitos fundamentais ou não é democrático eu tenho tamanhas munições de manguitos que levarão dois séculos a gastar!
A América é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar a América!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E ainda há quem duvide que a América não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
"I found an Island in your arms
A country in your eyes
Arms that CHAIN
Eyes that LIE
Break on through to the other side!"